Open Letter

Milton Nascimento: Cancel your show in apartheid Tel Aviv!

June 12, 2019
Palestinian cultural organizations urge Brazilian musician to cancel his scheduled performance in apartheid Tel Aviv

Português

Dear Milton Nascimento,

We, the undersigned Palestinian cultural organizations, urge you to cancel your Tel Aviv show, scheduled for June 30th, echoing the call of Brazilian artists, academics, cultural organizations, trade unionists, political parties, indigenous people and popular movements.

Your legacy of political rebellion, consistently speaking up for human rights and for justice, will be undermined by performing in an apartheid state that denies millions of indigenous Palestinians our basic rights. Israel effectively declared itself an apartheid state last year with the “Jewish Nation State Law”, strengthening its decades-old regime of racial discrimination against all Palestinians, in their homeland or in exile.

Since March 2018, Israel’s ongoing massacres in the besieged Gaza Strip have killed more than 300 Palestinians, including children, journalists and medics, and injured more than 20,000. These killings and maimings were committed against unarmed people protesting for their fundamental human rights. The UN has said Israel’s actions “may constitute war crimes or crimes against humanity”.

Meanwhile, Israel’s illegal settlements and ethnic cleansing policies against Palestinians in the occupied West Bank continue to grow apace.

These crimes, carried out with total impunity, are why Palestinian civil society has called since 2004 for international artists to refuse Israeli performances, until our rights are no longer denied by its far-right regime of apartheid, occupation and settler-colonialism.

We are inspired by the peaceful international solidarity against apartheid in South Africa -- especially the cultural boycott of that regime -- which played an important role in ending apartheid, as many leading South African activists have stated, in endorsing our call. Some of us were directly involved in that anti-apartheid struggle and learned a great deal from it.

More than 500 Latin American artists have publicly endorsed the nonviolent BDS movement for Palestinian rights, joining thousands of artists, including many musicians, around the world. Prominent Jewish and Jewish-Israeli artists and cultural figures have also endorsed BDS, which is anchored in the Universal Declaration of Human Rights and rejects all forms of racist and racial discrimination.

Last year, Gilberto Gil cancelled his Tel Aviv show following Israel’s massacres of Palestinians in Gaza, and in 2015 Caetano Veloso announced he would never again perform in Israel.

Composer Brian Eno said last year, “Art is a powerful substance. It can be used for power. It depends whose hands it gets into. There's no reason why your art should survive that transition and not become a weapon in somebody else's hand.”

We urge you to heed our call, to do no harm to our peaceful struggle for human rights, and to refuse to let your art be used as a weapon in the hands of Israel’s far-right regime.
 


 

Português

Querido Milton Nascimento,

Nós, organizações culturais palestinas signatárias abaixo, insistimos em nosso pedido para que o senhor cancele sua apresentação em Tel Aviv, marcada para 30 de junho, ecoando o chamado de artistas, acadêmicos, organizações culturais, partidos políticos, representantes de organizações sindicais, povos indígenas e movimentos populares brasileiros.

Seu legado de rebeldia política, consistentemente a favor dos direitos humanos e justiça, poderá ser comprometido ao apresentar-se em um estado de apartheid que nega a milhões de palestinos nativos os seus direitos básicos. Israel efetivamente declarou a si mesmo um estado de apartheid no ano passado, ao aprovar a chamada “Lei do Estado-Nação Judeu”, intensificando seu regime histórico de discriminação racial contra os palestinos, sejam eles em sua própria pátria ou no exílio.

Desde março de 2018, os massacres contínuos de Israel contra a Faixa de Gaza sitiada mataram mais de 300 palestinos, incluindo crianças, jornalistas e médicos, além de mais de 20.000 feridos. Tais assassinatos e mutilações são cometidos contra civis desarmados que protestam por seus direitos humanos fundamentais. A ONU declarou que as ações de Israel “devem constituir crimes de guerra ou lesa-humanidade”.

Enquanto isso, os assentamentos ilegais israelenses e suas políticas de limpeza étnica contra os palestinos na Cisjordânia ocupada continuam a se expandir depressa.

Esses crimes, executados com total impunidade, justificam o chamado da sociedade civil palestina, desde 2004, para que artistas internacionais recusem apresentações em Israel, até que nossos direitos não sejam mais negados pelo seu regime de extrema-direita de apartheid, ocupação e expansão colonialista.

Nós nos inspiramos na campanha pacífica de solidariedade internacional contra o apartheid na África do Sul – em particular, o boicote cultural ao regime sul-africano –, a qual teve importante papel ao fim do apartheid, como destacado por muitas lideranças do país africano que hoje apoiam nossa causa. Alguns de nós estamos diretamente envolvidos na luta antiapartheid e aprendemos muito com ela.

Mais de 500 artistas latino-americanos apoiaram publicamente o movimento pacífico de BDS pelos direitos palestinos, juntando-se a milhares de artistas, inclusive muitos músicos, de todo o mundo. Proeminentes artistas judeus e judaico-israelenses e produtores culturais também declararam seu apoio ao BDS, ancorado na Declaração Universal de Direitos Humanos, em repúdio a toda forma de racismo e discriminação racial.

No ano passado, Gilberto Gil cancelou sua apresentação em Tel Aviv após os massacres de palestinos em Gaza perpetrados por Israel. Em 2015, Caetano Veloso anunciou que jamais tocaria em Israel novamente.

O compositor Brian Eno declarou ano passado: “A arte é uma substância poderosa. Pode ser utilizada para obter poder. Isso depende das mãos que a utilizam. Nada justifica que nossa arte sobreviva a este momento de transformações ao tornar-se uma arma nas mãos de outras pessoas.”

Reiteramos nosso pedido para que nos ouça, para que não prejudique nossa luta pacífica por direitos humanos e para que se recuse a deixar que sua arte seja utilizada como arma nas mãos do regime de extrema-direita de Israel.

 

  1. Baladi Center for Culture and Arts

  2. Sareyyet Ramallah

  3. Alrowwad Cultural and Arts Society

  4. Ayam Zaman Center

  5. Khalil Sakakini Cultural Center

  6. Creative Girls Association

  7. Siwar Association for Culture and Arts

  8. Al-Awda Center for Childhood and Youth

  9. Ibda'a Cultural Center

  10. Al Saraya Center

  11. Palestinian Performing Arts Network (PPAN), that includes 15 cultural and arts associations and organizations:

  • Freedom Theater

  • Theatre Day Productions

  • Al Harah Theater

  • Ashtar Theater

  • Yes Theatre

  • The Popular Theatre

  • Edward Said National Conservatory of Music

  • Al-Kamandjati Association

  • Magnificat Institute

  • Palestinian Association for Cultural Development -NAWA

  • Popular Art Centre

  • El-Funoun Palestinian Dance Troupe

  • Wishah Troupe

  • Naqsh Popular Art Troupe

  • Palestinian Circus School

  1. The Palestinian National Theater- Al Hakawati

  2. Sanabel Theater for Culture and Arts

  3. Khotwa Association for Social Development

 

June 12, 2019
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